Bogotá - O comandante das Forças Militares da Colômbia, general Fernando Tapias, assegurou ontem que os combates iniciados no sábado nas imediações da cidade de Cali, sudoeste da Colômbia, deixaram um saldo de 29 mortos: 14 guerrilheiros das Farc e 15 militares.
Os combates de Cali são os mais fortes de uma empreitada rebelde iniciada segunda-feira passada e que já custou a vida de quase 70 pessoas, enquanto o governo tenta negociar com as Farc um acordo de cessar-fogo para manter o processo de paz iniciado há três anos.
Por intermédio de delegados internacionais e da Igreja, as duas partes negociam em uma zona de distensão do sul do país. Tapias assinalou que os operativos na zona continuam e não descartou a possibildiade de o número de vítimas aumentar nas próximas horas.
Segundo as fontes militares, uma frente das Farc armou uma emboscada contra um grupo do Exército, nas proximidades de Pichindé em meio às montanhas que cercam Cali, a terceira cidade do país com 2 milhões habitantes.
Nesta emboscada morreram 11 militares. Mais tarde, quatro membros de um grupo militar especializado em operações contra sequestro morreram, durante a explosão de uma bomba colocada por rebeldes que protegiam sua fuga.
Sábado, o comandante da terceira divisão do Exército com sede em Cali, general Francisco Pedraza, informou um total de 12 mortos entre seus homens, sem dar dados sobre rebeldes mortos.
O governo colombiano e a guerrilha das Farc iniciaram ontem às 10h30 locais (13h30 de Brasília), em Los Pozos, uma reunião decisiva, que determinará se o processo de paz continua ou não, a menos de 14 horas do fim de um ultimato fixado pelo presidente Andrés Pastrana para o estabelecimento de um acordo.

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