Associated Press
De Bogotá
Aviões militares com a bandeira dos EUA participaram ativamente da contra-ofensiva lançada pelo Exército colombiano para deter o avanço da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) nos últimos dias, informaram várias testemunhas dos combates registrados no Departamento de Meta ao jornal de Bogotá ‘‘El Espectador’’. A denúncia, respaldada pelos líderes guerrilheiros e rechaçada pelos comandantes militares, surge no mesmo dia em que o ministro da Defesa colombiano, Luis Fernando Ramírez, se preparava para discutir em Washington, os novos rumos da cooperação dos EUA para combater os cartéis de narcotráfico.
Depois de seis dias consecutivos de combates, em várias regiões do país, a calma parecia ter voltado à Colômbia ontem. Segundo dados oficiais, os militares mataram 286 rebeldes durante os conflitos dos últimos dias.
Um comunicado das Farc, porém, rechaça os números do governo e as alegações de que sofreu sua maior derrota. ‘‘A atitude das forças governamentais é mesma dos últimos 35 anos, ou seja, a de mentir sobre os verdadeiros resultados de seus confrontos com as Farc’’, dizia a nota, por meio da qual os rebeldes reconheciam ter sofrido 40 baixas. ‘‘A intenção dessas forças é a de fazer a opinião pública acreditar em nossos vínculos com o narcotráfico e estimular os EUA a investir mais na guerra em nosso país sob o pretexto de combater esse delito.’’
O comandante das Forças Armadas, general Fernando Tapias, no entanto, reiterou anteontem que as Farc sofreram um de seus mais retumbantes fracassos ao falhar na ‘‘ofensiva total’’.

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