Combate agrava crise coreana
Deutsche Presse
Navios de guerra da marinha das Coréias do Norte e do Sul travaram ontem um combate naval no Mar Amarelo, em que duas embarcações norte-coreanas foram afundadas e uma lancha patrulha ficou seriamente danificada. Os combates foram travados em uma zona de litígio nas águas territoriais dos dois países. Contradizendo as informações de Seul, a Coréia do Norte afirma ter perdido apenas um navio enquanto outros três ficaram muito danificados.
Do lado sul-coreano, sete militares da marinha ficaram feridos. Não há informações sobre baixas entre as forças da Coréia do Norte mas fontes da Coréia do Sul, baseando-se no número estimado de tripulantes dos navios afundados, afirmaram que dezessete norte-coreanos devem ter morrido.
Os dois países se acusavam mutuamente ontem de ‘‘provocação armada’’ e uma tentativa de mediação do Comando das Nações Unidas na Coréia do Sul foi infrutífera.
Na semana passada, a Coréia do Norte passou a enviar lanchas patrulha para escoltar os barcos de pesca norte-coreanos na zona-tampão que é reivindicada por Pyongyang.
O incidente de ontem começou quando a marinha sul-coreana quis expulsar quatro patrulheiros norte-coreanos de uma zona rica em pesca na costa ocidental da península a cem quilômetros a noroeste de Seul. Segundo a Coréia do Sul, os navios norte-coreanos abriram fogo provocando uma resposta imediata dos sul-coreanos. O governo de Pyongyang exigiu desculpas de Seul pela ‘‘provocação armada’’.
O governo norte-americano exortou os dois países à moderação e o porta-voz da Casa Branca, Michael Hammer, responsabilizou a Coréia do Norte, afirmando que os navios desse país devem se manter ao largo do norte da zona-tampão.
A linha fronteiriça norte no Mar Amarelo foi estabelecida pelo Comando das Nações Unidas depois da guerra da Coréia (1950-53), servindo na prática de linha de demarcação militar. As duas Coréias estão tecnicamente em estado de guerra desde o fim da guerra na península, sem que tenham firmado um tratado de paz.

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