Um general de 50 anos, nascido no Irã, Shaul Mofaz, assumiu ontem o comando do Estado-Maior israelense, em meio a uma grande polêmica sobre sua capacidade e sobre o verdadeiro objetivo de sua nomeação pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O general Shaul Mofaz substituiu o general Amnon Lipkin-Shahak, numa breve cerimônia na presidência do Conselho em Jerusalém.
Pertencente aos pára-quedistas, Mofaz começou sua carreira em 1966 e participou na espetacular operação de resgate dos reféns de um Airbus desviado para Uganda em 1977. Foi comandante das regiões militares centro e sul de Israel, comandante-em-chefe adjunto da unidade de elite dos comandos do Estado-Maior e diretor do Departamento de Planejamento do exército.
No entanto, o décimo sexto chefe do Estado-Maior, nomeado no momento em que Israel tenta elaborar uma nova doutrina estratégica para responder aos desafios do século XXI, é o de menor experiência na história do país.
Mofaz ganhou uma grande promoção, no lugar do seu adversário mais notável, o general Matan Vilnai, no cargo de chefe adjunto do Estado-Maior e depois à liderança do exército.
Sua nomeação, decidida por Netanyahu e seu ministro da Defesa, Yitzhak Mordehai, foi interpretada pela classe política como uma tentativa de submeter os oficiais superiores, geralmente próximos dos trabalhistas e muito associados no passado às negociações de paz com os árabes.
Despedindo-se do exército, depois de 36 anos de serviços, o general Shahak omitiu deliberadamente o nome do atual primeiro-ministro e rendeu uma homenagem ao antecessor trabalhista Yitzhak Rabin.
Depois de felicitar seu sucessor, Shahak observou que ‘‘o exército deve encontrar respostas adequadas para estar preparado tanto para a guerra quanto para a paz’’.

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