Washington, EUA- O general David Petraeus, o mais graduado comandante militar norte-americano no Iraque, pediu ontem mais um ano ao Congresso dos Estados Unidos para que a mais recente estratégia do presidente George W. Bush para vencer a guerra funcione.
Desde janeiro, seguindo ordens do presidente, o número de soldados americanos naquele país foi aumentado em 30 mil, até chegar a 168 mil militares. O objetivo era levar segurança à capital, Bagdá, e assim estabilizar o resto do Iraque. Isso, disse Petraeus,''está sendo feito em grande parte'', embora ele próprio preveja que o sucesso total ''será lento e difícil''.
O militar sugeriu que o total em ação no país só volte ao nível anterior a janeiro a partir de julho de 2008, três meses antes das eleições que definirão o sucessor de Bush. Petraeus fez uma proposta de retirada escalonada que começa com uma unidade de fuzileiros navais e uma brigada de 4.000 até dezembro.
O general e o embaixador americano no Iraque, Ryan Crocker, falavam em sessão conjunta de comissões da Câmara, dominada pela oposição democrata. O depoimento de Petraeus era o mais esperado de um militar no Legislativo desde a Guerra do Vietnã, nos anos 70, tanto pela divisão na opinião pública que o conflito provoca quanto por seu efeito na vida política do país.
Petraeus reforçou seu depoimento com números, que eram mostrados em tabelas, respondendo à crítica de que seu relatório selecionou apenas os dados mais positivos de uma guerra que parece fazer água. Os ''incidentes de segurança'', disse, caíram em ''oito das últimas 12 semanas'', mas o número de mortos civis ''ainda é muito alto''. O fato mais importante, no entanto, acredita, é a rejeição da Al Qaeda no Iraque (grupo formado após a invasão americana de 2003) pela população local, a partir da Província de Anbar. ''A Al Qaeda não foi derrotada, mas está claramente desequilibrada'', disse.

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