Comandante da segurança
do Papa é assassinado
Agência Estado

France PresseAlois Estermann, à esquerda do papa, durante visita ao KeniaO comandante da Guarda Suíça Pontifícia, coronel Alois Estermann, de 43 anos, e sua mulher, a venezuelana Gladys Meza Romero, de 49, foram assassinados por vingança, num momento de loucura, pelo cabo Cedric Tornay, que se suicidou em seguida. Essa é a versão oficial dada ontem pela Santa Sé para explicar a tragédia que se abateu no pequeno Estado do Vaticano na noite de segunda-feira.
Segundo o Vaticano, o cabo Cedric Tornay, 23 anos, assassinou por vingança o seu superior, nomeado comandante da Guarda Suíça poucas horas antes de morrer. Ele tinha se irritado depois de receber uma advertência escrita de Estermann, que chefiava interinamente o grupo de soldados responsáveis pela segurança do papa e do Estado do Vaticano havia sete meses, desde que o comandante anterior se aposentou.
O sentimento de raiva aumentou, segundo o depoimento de alguns soldados suíços, quando Tornay descobriu que seu nome não estava na lista dos oficiais que deveriam ser condecorados pelo papa na cerimônia de juramento da Guarda Suíça. A cerimônia estava marcada para hoje à tarde mas em sinal de luto foi cancelada. O papa João Paulo II foi informado do crime pouco depois de ter ocorrido, em torno das 21 horas de segunda-feira. Segundo o Vaticano sua primeira reação foi de ‘‘comoção e de profunda tristeza’’.

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