Colonos enterram bebê assassinado
O enterro do bebê israelense Shalhevet Pass, de dez meses, assassinado na segunda-feira por um franco-atirador palestino aconteceu ontem sob forte vigilância militar, enquanto o chanceler Shimon Peres iniciava sua missão de viagem pela Europa em meio a um clima de violência nos territórios palestinos.
No início, a família do bebê, colonos do reduto judeu de Hebron, onde vivem entrincheirados 400 colonos em meio a 120 mil palestinos, se negou a enterrar a criança enquanto o Exército não tomasse conta do caminho de onde o franco-atirador disparou.
Entretanto, a família judia teve que ceder à pressão do grande rabino ashkenazi Israel Lau e do primeiro-ministro Ariel Sharon e concordou em enterrar o bebê ontem.
O cortejo fúnebre, do qual participaram cerca de duas mil pessoas enfurecidas, saiu sob forte vigilância das forças de segurança, da Tumba dos Patriarcas, em Hebron. Eles levaram o corpo do bebê ao cemitério num caixão azul com a estrela de Davi.
Senhor primeiro-ministro, você sabe qual é a única solução: tirar o controle das mãos dos assassinos, liquidá-los. De outra maneira, nunca funcionará, declarou Noam Arnon.
Durante o cortejo, houve um pequeno incidente com judeus jogando pedras em crianças palestinas.
Os serviços colocaram fim ao confronto lançando um granada contra os jovens palestinos que rodeavam um tanque israenlense, no local para proteger os funerais, segundo testemunhas.
Uma hora depois do enterro, foram escutados disparos em Hebron, mas foi impossível determinar a origem.





