Colombianos que vivem em Londrina passaram as últimas horas bastante preocupados e apreensivos com a segurança dos parentes que residem na região oeste do país, fortemente afetada por um terremoto de magnitude 7,4, na manhã de segunda-feira (10).

Engenheiro eletricista e professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Luis Alfonso Gallego Pareja estava sintonizado em uma rádio colombiana pela internet quando ouviu o locutor relatar a ocorrência dos tremores em sua região de origem. “Comecei a ligar para a minha mãe, mas ela não atendia. Entrei em desespero. Consegui me comunicar com ela depois de 30 minutos do terremoto”, contou.

A mãe de Gallego vive em Pereira, capital do departamento de Risaralda, a cerca de 120 quilômetros de distância de San José del Palmar, onde foi registrado o epicentro do terremoto. Conhecida pela produção cafeeira, Pereira tem uma população urbana de quase 500 mil habitantes, mas somando-se a região metropolitana, o contingente populacional chega a quase 800 mil pessoas. Além da mãe de Gallego, também residem na cidade colombiana o pai dele, irmãos, sobrinhos, tios e primos.

O engenheiro ainda tem familiares nos municípios de La Celia, Manizales e Calí, todos eles, atingidos pelo tremor. “Graças a Deus, todos os meus conhecidos estão bem, não aconteceu nada com eles. Na chácara do meu pai, caiu o teto do galpão dos frangos e várias aves morreram”, contou. “Estou mais tranquilo, mas ainda preocupado, já que a casa da minha mãe ficou bastante danificada. Possivelmente, teremos que derrubar tudo e reconstruí-la. Neste momento, estão na casa da minha irmã, onde não houve danos nas estruturas.”

Segundo relatos dos parentes de Gallego, há muita destruição em Pereira e a população não pode sair às ruas porque a prefeitura decretou toque de recolher como forma de tentar coibir furtos e saques às edificações afetadas.

A família do chef de cozinha do restaurante Raízes Cozinha de Origem, Alejandro Cortes Zapata, também reside em Pereira. A esposa dele, a administradora do restaurante, Giseth Daniela Mendoza Castillo, contou à FOLHA que as notícias começaram a chegar pouco tempo depois do tremor. “Um familiar escreveu que estava tudo certo com a família. Perguntei o que passou e ele disse tudo o que estava acontecendo. Um terremoto, muitos edifícios caídos, casas que desabaram. Mas com eles, graças a Deus, nada aconteceu. Tiveram algumas rachaduras nas residências.”

Embora a família de Zapata e Castillo esteja em segurança, amigos e conhecidos tiveram muitas perdas. “Muita gente conhecida foi atingida e teve muitas coisas danificadas. A cidade está sem luz, sem água e sem gás. Suspenderam (o abastecimento) com medo de novos tremores”, disse Castillo.

De acordo com a administradora, terremotos naquela região não são comuns. O último havia ocorrido no ano em que ela nasceu, em 1999, mas de menor proporção e, portanto, com consequências menos severas. “Agora, o que contaram é que a cidade se viu muito afetada. Ficamos muito apreensivos porque estamos longe, são 18 horas de viagem até lá.”

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