Colômbia tem ajuda para combater drogas
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sexta-feira, 07 de julho de 2000
Associated Press De Madri 
Quatro países e três organizações internacionais concordaram ontem em contribuir com US$ 871 milhões para um plano de US$ 7,5 bilhões destinado a combater a produção de drogas e o narcotráfico na Colômbia, e a revitalizar a economia daquele país.
Além de uma doação de US$ 100 milhões anunciada previamente pela Espanha para o denominado Plano Colômbia, os EUA doarão US$ 250 milhões, o Japão mais US$ 70 milhões e a Noruega US$ 20 milhões.
As Nações Unidas, por sua vez, darão um aporte de US$ 131 milhões ao plano colombiano, enquanto o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Desenvolvimento contribuirão no total com US$ 300 milhões.
O anúncio foi formulado em um documento apresentado no final de uma reunião de um dia em Madri, da qual participaram representantes de 27 países e de várias organizações internacionais em busca de uma solução para os problemas da droga e da instabilidade na Colômbia.
A União Européia (UE), como grupo, disse que anunciará sua contribuição durante a próxima reunião dos países que apóiam o plano, marcada para setembro em Bogotá, a capital colombiana.
O chanceler colombiano, Guillermo Fernández de Soto, disse que se sentia impressionado com o nível e o resultado das discussões e considerou o encontro de ontem um êxito enorme, que evidenciou a solidariedade internacional com o nosso processo de paz.
Diante das perguntas sobre se os fundos seriam utilizados para reforçar os militares de seu país, o ministro assegurou que pelo menos metade da ajuda será destinada a programas de recuperação social e econômica.
Este é um plano para a paz que procura fortalecer a capacidade do Estado para combater os narcotraficantes, disse Fernández. Não podemos nos esquecer de que o que transformou a natureza do conflito colombiano foi o surgimento do problema da droga. Eliminando o tráfico de narcóticos, eliminaremos o pior inimigo da paz.
O Plano Colômbia, assinado em setembro passado pelo presidente colombiano Andrés Pastrana, recebeu o pleno apoio dos EUA. Recentemente, o Congresso americano aprovou US$ 1,3 bilhão como contribuição ao projeto. A Colômbia, por sua vez terá de desembolsar US$ 4 bilhões.
À reunião de ontem compareceram funcionários do ministério de Relações Exteriores de 15 países da UE, assim como do Brasil, Japão e Canadá, além de representantes de organizações como as Nações Unidas, Comissão Européia, BID e FMI (Fundo Monetário Internacional).
Alguns setores consideram o plano como algo vital para o futuro da Colômbia, maior produtor de cocaína do mundo, com milhares de toneladas anuais.
Mas as organizações não-governamentais e os sindicatos colombianos se opõem firmemente a ele, por considerarem que a ajuda, em lugar de servir para erradicar a cocaína, será utilizada simplesmente para intensificar a luta contra os guerrilheiros colombianos.


