Associated Press
De Bogotá
Uma onda terrorista foi registrada durante a noite de anteontem e na madrugada de ontem, em Bogotá, com a explosão de pequenas bombas, que não deixaram vítimas, mas causaram danos nas fachadas de oito instituições bancárias. De acordo com a polícia colombiana, aparentemente, os atentados foram realizados pelos comandos urbanos da guerrilha. Os atentados ocorreram no mesmo momento em que as centrais sindicais preparam uma paralisação nacional para a terça-feira e que conta com o apoio de grupos guerrilheiros. As centrais estão convocando uma greve geral por tempo indeterminado até que o governo aceite 41 exigências formuladas pelos sindicatos.
Os ministros do presidente Andrés Pastrana alertaram os organizadores do movimento que a paralisação poderá agravar a violência e a crise econômica que atingem o país, de 40 milhões de habitantes.
Entre outros pontos, os sindicatos exigem a moratória no pagamento da dívida externa, mudança do modelo econômico neoliberal e suspensão das negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um crédito de US$ 3 milhões. Para os sindicatos, o FMI impõe uma política insuportável de austeridade aos países que recebem seus recursos.
O ministro da Fazenda colombiano, Juan Camilo Restrepo, disse que essas exigências são inaceitáveis e assegurou que uma greve geral irá agravar a situação econômica do país, pois provocaria um prejuízo diário de 250 milhões de pesos (US$ 130 milhões) pela paralisação na produção.
Os donos de empresas de transportes em Bogotá e em outras cidades têm anunciado que irão aderir à greve. A guerrilha colombiana vem distribuindo panfletos nas regiões sul e noroeste do país informando que, a partir desta terça-feira, irá vigorar a ‘‘paralisação armada’’ e que será proibida a circulação de veículos.

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