Colômbia retoma negociações com ELN
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quarta-feira, 07 de junho de 2000
Associated Press De Bogotá 
O governo do presidente Andrés Pastrana restituiu o status político dos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e, ao mesmo tempo, prorrogou em seis meses a vigência de uma zona desmilitarizada controlada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Ao devolver o status político, retirado havia pouco mais de um ano, o governo também deu início formal ao processo de negociação de paz com o guevarista ELN.
O status de organização política havia sido retirado pelo governo depois que o ELN promoveu uma série de sequestros em massa nos primeiros meses do ano passado. Os guerrilheiros do grupo desviaram na época um avião de passageiros, capturaram pelo menos 70 fiéis que participavam de uma missa católica em Cáli e sequestraram mais de uma dezena de turistas que viajavam por um rio no norte da Colômbia. Ainda permanecem como reféns da guerrilha pelo menos dez passageiros do avião e dos turistas. Existem, entretanto, rumores de que os cativos serão libertados nos próximos dias.
Agora, o governo e o ELN começarão a selecionar seus representantes para as negociações enquanto continuam os esforços conjuntos para se encontrar uma local onde realizar as reuniões.
Os insurgentes do ELN, a segunda maior e mais antiga guerrilha depois das Farc, têm reivindicado uma parte do sul do estado nortista de Bolívar para ali criar o que eles denominam uma zona de convivência onde promover as negociações.
Entretanto, durante mais de duas semanas moradores da região realizaram protestos para impedir a desmilitarização da zona, o que forçou a busca de novas opções.
Os manifestantes disseram não querer ficar nas mesmas condições dos habitantes da zona desmilitarizada do sudeste colombiana controlada pelas Farc.
A vigência da polêmica zona desmilitarizada foi prorrogada por seis meses, até 7 de dezembro, quando se fará novamente uma avaliação para determinar se sua existência será ou não estendida, segundo se anunciou oficialmente.
Nos dias 29 e 30 deste mês serão realizadas na zona desmilitarizada audiências públicas internacionais sobre o meio ambiente e os cultivos de drogas, das quais participarão pelo menos 21 nações européias, o Vaticano e as Nações Unidas. Em 3 de julho, as Farc e o governo deverão começar a negociar um cessar-fogo e a suspensão das hostilidades.


