Associated Press
De Puerto Leguizamo
Em um esforço para reduzir o narcotráfico e combater a guerrilha, o governo colombiano decidiu aumentar sua presença militar nas fronteiras com Equador, Peru e Brasil com brigadas fluviais.
Cerca de 3 mil tropas do Exército, da Marinha e da polícia, com respaldo de lanchas, aviões e helicópteros, foram despachados para uma zona da selva amazônica no sul da Colômbia para vigiar 8 mil quilômetros de rios.
‘‘Nossa missão é controlar a navegação nos rios para defender a soberania e combater os geradores de violência, especialmente o narcotráfico e a guerrilha’’, disse à Associated Press o coronel José Leonidas Muñoz, comandante do Batalhão de Infantaria Fluvial de Putamayo, a zona mais conflitiva das fronteiras sul com Equador e Peru, onde agem os guerrilheiros e os narcotraficantes.
O coronel Muñoz disse que com as autoridades peruanas e equatorianas, os militares e policiais colombianos realizam encontros periódicos para exercer controle sobre os rios fronteiriços que são utilizados para o tráfico de drogas e armas e, inclusive, para o contrabando de espécies animais da selva amazônica.
Com o Brasil ‘‘há igualmente uma excelente cooperação’’ na zona fronteiriça localizada em Leticia, a maior cidade colombiana localizada sobre o Rio Amazonas, que faz limite com o Brasil e o Peru, disse o contra-almirante Gillermo Rincón, chefe do Comando Unificado do Sul da Armada nacional.
‘‘Cada país desenvolve operações próprias contra o narcotráfico, mas anualmente as polícias antinarcóticos adiantam uma operação conjunta e trocam informações de inteligência’’, explicou Rincón.Cerca de 3 mil tropas foram despachadas para uma zona da selva amazônica no sul da Colômbia para vigiar 8 mil quilômetros de rios
France PresseSelvaBarco da Marinha colombiana parte da base de Puerto Leguizamo, no rio Putumayo. A base foi transformada em centro de comando das forças colombianas

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