São Paulo - O governo colombiano descartou a volta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como mediador da troca de reféns das Farc por rebeldes presos, apesar da decisão da guerrilha de entregar três seqüestrados ao líder venezuelano. ‘‘É uma decisão já tomada. O governo foi muito claro sobre isto’’, disse o alto comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo, em Villavicencio, 95 km a leste de Bogotá.
  Villavicencio é a base da primeira etapa de uma operação internacional, elaborada por Chávez, para resgatar os reféns das Farc, Clara Rojas, de 44 anos, seqüestrada em 2002; seu filho Emmanuel, de 3, nascido no cativeiro; e a ex-congressista Consuelo González, 57, detida desde 2001.
  Na quarta-feira, ao anunciar a logística para a operação de resgate, Chávez disse que, se Bogotá lhe pedir, poderá retomar seu papel de mediador para a troca de mais de 40 reféns das Farc por cerca de 500 rebeldes presos.

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