Bogotá - O governo colombiano não aceitará novas comissões internacionais humanitárias como a que participou, no final de dezembro, da fracassada operação de entrega de três reféns em poder das Farc, anunciou ontem o chanceler Fernando Araújo.
''Esperamos que as Farc cumpram com sua palavra de fazer a entrega de Clara Rojas e Consuelo González. Neste caso, facilitaremos a entrega, mas sem aceitar a presença de comissões internacionais'', disse Araújo em entrevista à rádio Caracol.
O chanceler explicou que a decisão foi tomada em razão da falta de credibilidade que os delegados internacionais que foram à Colômbia deram à posição do governo Alvaro Uribe.
Em Villavicencio (95 km a sudeste de Bogotá), onde foi concentrada toda a operação montada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez para receber González, Rojas e Emmanuel, estiveram delegados presidenciais vindos de Argentina, Brasil, Bolívia, Equador, Cuba, França e Suíça.

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