France PresseMaior derrotaO exército enterrou seus mortos na terça-feira em Florência. Segundo dados oficiais, 62 militares morreramO governo colombiano acaba de formar uma unidade de cinco mil homens que terão a missão de desalojar a guerrilha das selvas do sudoeste do país e impedir que essa região se converta em um bastião intransponível dos rebeldes.
‘‘Solicitei aos comandantes das forças armadas que assumiram a missão que passem à ofensiva na área, através de uma força-tarefa conjunta que concentrará suas ações no combate à subversão armada, à perseguição dos chamados grupos de justiça e à continuição das operações de luta contra o narcotráfico’’, anunciou ontem em Bogotá o presidente Ernesto Samper.
O comando das forças militares informou que a nova unidade terá a missão de combater as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) nas selvas do departamento de Caquetá e estará integrada por tropas do Exército, da polícia, da Marinha e contará com o apoio permanente da força aérea.
A decisão de criar a ‘‘Força de Tarefa Contraguerrilheira’’ foi adotada durante uma reunião dos altos comandos militares em que foram analisados os erros que permitiram às Farcs golpearem uma brigada especializada na luta contra os rebeldes.
A unidade foi praticamente dizimada em combates no início da semana nas selvas da província de Caquetá, sudoeste do país. Os combates, que se registraram em uma extensa zona de selva, deixaram 62 militares mortos, 43 sequestrados, 47 sobreviventes e dois desaparecidos, segundo as autoridades do exército colombiano.
Segundo as informações do exército colombiano as baixas entre os guerrilheiros passaram de uma centena. Os cadáveres dos rebeldes foram semi-sepultados em valas improvisadas na selva, mas a guerrilha negou que as baixas em seus fileiras fossem tão elevadas.
O elevado número de baixas das forças governamentais provocou fortes críticas ao alto comando militar, cuja renúncia foi pedida por analistas e profissionais de meios de comunicação, que acreditam que eles devem renunciar, argumentando que sofreram o pior golpe por parte da guerrilha em mais de 30 anos. Segundo ex-comandantes do exército, o governo Samper subestimou as forças guerrilheiras, afrouxando a pressão em seus domínios.
A Força de Tarefa Contraguerrilheira será dirigida pelo inspetor das forças militares, general Rafael Hernández, que instalará seu posto de comando na base de Tres Esquinas, na selva da província de Caquetá.
Inicialmente, a nova unidade tática será formada por membros da brigada móvel número três, a décima segunda e a vigésima quarta brigada, que têm jurisdição nos departamentos de Caquetá e Putumayo.
‘‘O que se busca é impedir que a guerrilha estabeleça seu quartel-general de operações para controlar o narcotráfico no meio da selva. Nossa prioridade é desalojar e aniquilar o inimigo e evitar que forme repúblicas independentes dentro da Colômbia’’, disse à Reuters um oficial do exército.
A nova unidade foi criada com o apoio do presidente Samper, que se comprometeu a fornecer o necessário para seu funcionamento.
O próprio comandante das forças militares, general Manuel Bonett, admitiu que a prioridade de suas tropas neste momento é a região de Caguán, em Caquetá, onde se registrou a que foi chamada de ‘‘mãe das batalhas’’.

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