Imagem ilustrativa da imagem Colômbia faz referendo sobre corrupção
| Foto: Raul Arboleda/ AFP


Buenos Aires - Os colombianos foram às urnas pela quarta vez neste ano - houve eleições parlamentares e dois turnos presidenciais - no domingo (26), para responder uma consulta popular sobre corrupção.
A votação foi uma iniciativa de Claudia López, senadora do partido Verde, logo incorporada por outras siglas, inclusive pelo então presidente Juan Manuel Santos e seu sucessor, o atual mandatário, Iván Duque. O Senado aprovou a realização do referendo em junho, poucos dias antes da posse do novo governo.
O objetivo da votação é basicamente tornar mais duras medidas e condenações contra pessoas acusadas por crimes de corrupção.
O questionário é amplo e inclui sete perguntas, que os eleitores devem responder com sim ou não. As questões são independentes entre si - se uma cair, as outras podem ser aprovadas normalmente.

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| Foto: Raul Arboleda/ AFP



Para que uma medida entre em vigor, é preciso que votem nela 12 milhões de pessoas e que o "sim" atinja mais da metade dos votos.
As questões envolvem temas como tetos salariais de funcionários, limite de mandatos e de permanências nos cargos, métodos de contratação por parte do Estado e transparência no uso do dinheiro público.
As perguntas aprovadas serão levadas ao Congresso, que não irá votá-las, apenas transformá-las em normas de cumprimento obrigatório, como emendas à Constituição. Segundo cifras do governo, a cada ano a corrupção na Colômbia desvia dos cofres públicos mais de US$ 18 bilhões (R$ 74 bilhões) - a oposição fala em até US$ 50 bilhões (R$ 205 bilhões).

Os escândalos começaram a ser mais evidentes no país durante a presidência de Álvaro Uribe (2002-2010), com as acusações contra seu ministro de Agricultura e braço direito, Andrés Felipe Arias. Este foi condenado em 2014 a 17 anos e 4 meses de prisão por desvio de verbas públicas. Também ajudaram a colocar a corrupção entre as principais preocupações da população nas últimas eleições acusações envolvendo altos funcionários públicos ao escândalo da brasileira Odebrecht.
Entre os atingidos pelas novas denúncias está o próprio ex-presidente Santos, acusado de ter recebido caixa dois em sua campanha. Servidores públicos também são suspeitos de terem favorecido a empresa brasileira na construção de estradas.

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