Associated Press
De Bogotá
Enfrentando uma escalada em sua guerra civil e a pior recessão em mais de meio século, a Colômbia se preparava ontem para uma potencialmente debilitante greve nacional. Temendo que a paralisação marcada para começar hoje seja acompanhada de uma violência terrorista, o governo reforçou a segurança na capital e proibiu a venda de bebidas alcoólicas e o porte de armas em Bogotá e em outras grandes cidades.
Cerca de 350 mil funcionários públicos devem participar da greve geral por tempo ‘‘indeterminado’’, a segunda maior paralisação nacional desde que o presidente Andres Pastrana assumiu o governo em agosto do ano passado.
Líderes trabalhistas convocaram a greve como um protesto contra políticas econômicas que, para eles, estão empobrecendo os trabalhadores e encorajando uma maior violência política.
Sindicatos exigem uma moratória no pagamento da dívida pública, uma suspensão nos planos de privatização e se opõem a medidas de austeridade fiscal que provavelmente acompanharão uma linha de crédito de US$ 3 bilhões que o país pediu ao Fundo Monetário Internacional.
O governo rejeitou as demandas. Líderes trabalhistas disseram que o protesto será pacífico, mas autoridades não estão querendo correr riscos. Quatro mil soldados e policiais foram temporariamente transferidos para a capital, elevando o contingente de segurança de Bogotá para 12 mil.
O governo afirma que a greve irá custar por dia US$ 130 milhões ao país, e acusa os sindicatos de apenas aumentarem os problemas da Colômbia. O índice de desemprego no país beira os 20%, e a economia sofreu uma contração de cerca de 6% no primeiro semestre deste ano, segundo números oficiais.

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