Colômbia endurece contra a guerrilha
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terça-feira, 27 de abril de 2004
France Presse 
Bogotá - O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, endureceu sua posição ante os paramilitares de extrema-direita, que acusou de querer assassiná-lo, e ante as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), reiterando que não permitirá um acordo humanitário com os guerrilheiros sob condições.
A presidência da República divulgou ontem um comunicado no qual afirma suas posições sobre aspectos do conflito interno, e adverte severamente militares e guerrilheiros.
Anota destaca ''as conhecidas e reiteradas ameaças contra o presidente proferidas pelas FARC e pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), às quais se somaram nas últimas semanas intimidações de paramilitares e de nacrotraficantes''.
Enquanto as negociações iniciadas em julho de 2003 com os paramilitares estão paralisadas, a presidência ressaltou que o processo de paz ''não pode progredir em meio a violações ao cessar-fogo, vendetas, negócios relativos ao narcotráfico e confrontos entre grupos armados ilegais''.
''Se as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC, paramilitares), querem realmente avançar num processo de paz sério, devem demonstrar sua boa vontade aceitando o princípio de uma zona de concentração, com regras claras e sob a supervisão da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os paramilitares devem se desmobilizar. Se não o fizerem, continuaremos a combatê-los até acabar com eles'', avisa o comunicado.
O processo de paz com os paramilitares ainda foi afetado pelo desaparecimento, em 16 de abril, de seu principal líder político, Carlos CastaÀo, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Sobre as FARC, o governo afirmou que ''não permitirá que os guerrilheiros imponham um acordo humanitário com condições que enfraqueçam a política de segurança democrática, que já tornou possível a redução dos sequestros em 25% no ano passado, e em 65% neste ano até agora''.


