Colômbia cria banco de células-tronco
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
France Presse 
Bogotá - Cientistas colombianos anunciaram ontem a criação no país do primeiro banco de células-tronco, que serão extraídas do cordão umbilical dos recém-nascidos e que permitirá, se necessário, contribuir para a renegeração da medula óssea e do sistema imunológico, bem como enfrentar males como o de Alzheimer e o diabetes.
O banco ''Cordón de Vida'' (Cordão de Vida) criado pelo Instituto Antioquenho de Reprodução (Inser) , que funciona em Medellín, segunda cidade colombiana, é o terceiro da América Latina. Centros similares funcionam no México e na Argentina.
Segundo a assessora científica do banco, Luz Marina Restrepo, citada pelo jornal El Tiempo, as células-tronco que forem extraídas do recém-nascido poderão beneficiar no futuro não só o bebê, mas também seus pais, irmãos e filhos, se forem compatíveis.
Restrepo explicou que depois de extraído, o sangue do bebê é levado, num período máximo de 48 horas, ao laboratório para separar apenas as células com núcleo com capacidade de se replicar num processo que não implica em risco algum. ''Estas células são misturadas a uma substância que as protege para evitar sua morte durante o congelamento gradual. Depois são embaladas, confinadas em nitrogênio líquido em uma câmara de congelamento controlada por computador e sua temperatura é diminuída gradativamente até 196 graus abaixo de zero'', disse.
Segundo Juan Giraldo, ginecologista do Inser, todo o procedimento custa, em média 985 mil pesos (370 dólares) e a manutenção das células no banco por um ano, custa 365 mil pesos (135 dólares). ''A ênfase atual da medicina está no genoma humano e nas células-tronco. Por isso, a partir da clonagem, estas células começam a ser pesquisadas para que sejam aproveitadas na regeneração de tecidos ou tratamentos'', disse Giraldo.
Para a medicina do futuro, as células-tronco serão determinantes no tratamento de doenças mortais ou incapacitantes, até hoje sem cura, como as cardíacas, o mal de Parkinson, as paralisias por lesão da medula, a cirrose ou queimaduras.


