São Paulo- O governo colombiano anunciou na noite de ontem a intenção de trocar rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) por reféns da guerrilha. A medida foi anunciada pelo alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, e está prevista em decreto assinado pelo ministro do Interior e da Justiça, Carlos Holguín Sardi.
Restrepo afirmou também que, se as Farc libertarem a política franco-colombiana Ingrid Betancourt, dará por iniciado o acordo humanitário para a troca de reféns por rebeldes presos. A afirmação do governo, que representa uma mudança da posição adotada até o momento, foi divulgada após as notícias de que o estado de saúde de Ingrid é muito grave.
''Basta simplesmente que a doutora Ingrid Betancourt seja libertada para considerarmos que o acordo humanitário está vigente e, neste sentido, conceder os benefícios da suspensão condicional da pena dos membros do grupo guerrilheiro'', disse Restrepo em Bogotá.
Segundo Restrepo, o interesse do governo colombiano, ''em primeiro lugar, é a saúde de Ingrid Betancourt, mas cremos que este mecanismo permite que, também de maneira imediata, os outros sequestrados que estão em difíceis condições de saúde e, em geral, a totalidade dos sequestrados que as Farc mantêm em seu poder para realizar o acordo humanitário, podem se beneficiar com o mecanismo''.
Em entrevista coletiva realizada na sede presidencial, Restrepo citou a base jurídica que permite que o governo de Álvaro Uribe inicie a troca dos reféns da guerrilha por rebeldes das Farc presos. Consultado sobre o número de rebeldes que se beneficiaria com a libertação, Restrepo explicou que não existe um limite numérico.

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