Colômbia ameaça mover ação contra Chávez na Corte Penal
Bogotá- O governo colombiano anunciou ontem a intenção de entrar na Corte Penal Internacional (CPI) com uma ação contra o presidente venezuelano Hugo Chávez, a quem acusa de ter entregue 300 milhões de dólares às Farc, ''por patrocínio e financiamento de genocidas''.
''Nosso embaixador nas Nações Unidas vai anunciar a intenção da Colômbia de denunciar Hugo Chávez na Corte Penal Internacional por patrocínio e financiamento de genocidas'', confirmou o presidente colombiano, Alvaro Uribe.
Depois do ataque perpetrado pelo exército colombiano no território do Equador, durante o qual morreu Raúl Reyes, número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Quito e Caracas romperam relações diplomáticas com Bogotá e enviaram tropas a sua fronteira colombiana.
A crise diplomática entre a Colômbia e seus vizinhos foi tema de uma reunião do conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). Também ontem, o presidente equatoriano, Rafael Correa, iniciou uma viagem ao Brasil e a vários outros países da América Latina.
Segunda-feira, o governo colombiano afirmou ter encontrado uma mensagem de Reyes aos outros membros do comando central das Farc que menciona a entrega de 300 milhões de dólares pelo presidente venezuelano.
Segundo Bogotá, a carta estava num computador encontrado no acampamento onde morreram Reyes e 16 outros guerrilheiros sábado passado.
De acordo com o diretor da polícia colombiana, o general Oscar Naranjo, uma mensagem enviada em 14 de fevereiro a Reyes pelo chefe rebelde Ivan Marquez, que manteve em novemrno passado uma reunião púbnlica com Chávez em Caracas, menciona ''a entrega de 300 milhões de dólares pela Venezuela às Farc''.
Naranjo também afirmou que foram encontradas no computador provas de que Reyes manteve reuniões com o ministro da Segurança do Equador, Gustavo Larrea, e da negociação de 50 kg de urânio.
Para Alvaro Uribe, a decisão de entrar com uma ação contra Chávez na CPI mostra que seu governo ''tem pulso firme contra o terrorismo e seus patrocinadores''.
''A Colômbia nunca foi de travar guerras com seus vizinhos. Nosso único interesse é a restauração da ordem pública'', sustentou o presidente colombiano.
Uribe também afirmou a jornalistas ter entregue a Chávez em agosto passado em Bogotá informações sobre a existência de 12 acampamentos das Farc na parte venezuelana da região de Serrania de Perijá, na fronteira entre Venezuela e Colômbia.(France Presse)





