Cerca de 1.900 toneladas de petróleo foram derramadas no mar Báltico, a sudeste da Dinamarca, depois da colisão entre um petroleiro das Ilhas Marshall (Pacífico) e um cargueiro chipriota na madrugada de ontem, anunciou o Comando Operacional da marinha dinamarquesa (SOK).
‘‘Trata-se, aparentemente, da maior contaminação marítima registrada até agora em águas dinamarquesas’’, declarou Jens Hylsted, oficial da SOK.
‘‘A camada de petróleo, empurrada por um vento de cerca de 12 a 15 metros por segundo e por ondas que chegam a 2,5 metros de altura, se estende entre 15 e 20 km de extensão e se desloca para várias direções’’, precisou o comando.
‘‘A mancha poderá alcançar as costas sul da Ilha de Moen (120 km a sudeste de Copenhague) nas próximas horas, se quatro barcos dinamarqueses, um alemão antipoluição marítima e outro da guarda-costeira sueca não conseguirem controlá-la’’, acrescentou.
Ontem à tarde, a mancha de óleo já havia chegado ao litoral das Ilhas de Falster, que decretou estado de alerta. ‘‘Estamos pessimistas, porque não se pode recolher o combustível na superfície, com ondas tão altas’’, disse Hylsted.
A colisão entre o cargueiro chipriota ‘‘Tean’’ (34.400 toneladas), que transportava açúcar de Cuba para a Letônia, e o ‘‘Baltic Carrier’’, um petroleiro de 35.000 toneladas, com 30.000 toneladas de petróleo a bordo, não ocasionou vítimas. Entretanto, já é considerado o maior da história na região. As péssimas condições meteorológicas atrapalham a remoção do produto.
O choque provocou uma fenda de 20 m2 na parte dianteira do petroleiro, deixando escapar óleo pesado, do qual só parte poderá evaporar-se antes de alcançar as praias.
As 1.500 toneladas de óleo derramadas ontem no mar Báltico equivalem à quantidade que havia na plataforma P-36 da Petrobras, que afundou recentemente na bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

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