O grupo de bebidas Coca-Cola pagará US$ 192,5 milhões em indenizações para dois mil ex e atuais funcionários negros, vítimas de discriminação por parte da empresa, anunciaram ontem os advogados dos agentes do processo.
O pagamento das indenizações está confirmado. É que o grupo Coca-Cola já anunciou que incluirá em seu orçamento uma partida de gastos extras, de US$ 188 milhões, para o último trimestre do atual exercício fiscal.
Esse é o maior acordo de indenização por racismo já feito nos Estados Unidos, afirmaram os advogados vencedores.
A Coca-Cola, sediada em Atlanta (Geórgia, Sul) desembolsará imediatamente US$ 113 milhões, sendo que 20 só em honorários de advogados. O resto do dinheiro é para cobrir a diferença dos salários que não pagava desde 95 aos empregados negros.
A fabricante de refrigerantes também se comprometeu em aceitar que um grupo de vigilância, composto por sete membros, acompanhe suas práticas trabalhistas. A intervenção deste grupo durante o processo foi de grande ajuda para o fechamento do acordo. O acordo foi aprovado pelo juiz distrital Richard Story, em cujo tribunal foi apresentada a ação, em abril de 1999.
Além da indenização, reajustará os salários de todos seus empregados negros nos próximos meses, num montante de US$ 43,5 milhões.
Também se compromete a estabelecer um certo equilíbrio em seus programas de contratação e mais benefícios para os candidatos negros, o que lhe custará ao redor de US$ 36 milhões.
A provisão de orçamento que a empresa fez para o fim desse ano servirá também para melhorar os programas de contrataçao e as comissões de direito do grupo, confirmou a Coca-Cola, acrescentando que doará US$ 50 milhões para a Fundação Coca-Cola encarregada de programas de apoio às minorias.
Depois do anúncio do acordo, as ações da Coca-Cola subiram 12,5 cents alcançando US$ 61,63 no pregão da Bolsa de Valores de Nova York.

mockup