São Paulo - A Coalizão Nacional Síria (CNS), principal aliança da oposição, destituiu o governo interino de oposição, liderado por Ahmed Tomada. As tentativas de formar um governo de oposição no exílio foram prejudicadas por rivalidades entre seus apoiadores e entre os seus membros, bem como por sua incapacidade de se estabelecer dentro da Síria. Apesar do apoio de países ocidentais, a Coalizão tem pouca influência sobre os rebeldes que lutam para derrubar o regime de Bashar Assad na Síria. A Assembleia Geral da Coalizão votou durante uma reunião extraordinária de dois dias - que terminou na segunda-feira - a destituição do governo por 66 votos a favor, 35 contra, dois em branco e um nulo. Durante a reunião, a Assembleia Geral avaliou a atividade do executivo interino e entrevistou cada um dos 11 ministros, além de Tomada, um islamita moderado, que expuseram o resultado de seu trabalho. Segundo a porta-voz, a CNS concluiu que o trabalho do gabinete "não foi bom", que o governo não foi muito ativo desde sua constituição e que os ministros tinham cometido "erros". A destituição também esteve relacionada com a decisão unilateral de Tomada de dissolver no final do mês passado a cúpula do Exército Livre Sírio (ELS) e despedir seu líder, o general Abdelila al Bashir, acrescentou a porta-voz. A iniciativa de Tomada não agradou os dirigentes da CNS, que pouco depois a anularam.
A CNS fixou um prazo de um mês para a criação de um novo Executivo provisório e de duas semanas para a apresentação de candidaturas ao cargo de primeiro-ministro. O Executivo foi criado em dezembro depois de a CNS eleger Tomada como primeiro-ministro.

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