A coalizão governista do Japão obteve uma grande vitória nas eleições parciais do Senado ontem, e o popular primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, prometeu usar o pleito como um voto de confiança para levar adiante suas reformas econômicas.
Os três partidos de coalizão, liderados pelo Partido Liberal Democrático (PLD) de Koizumi, conquistou pelo menos 73 das 121 cadeiras em disputa da Câmara Alta do Parlamento, de 247 membros, a mais frágil das duas Casas. A coalizão necessitava obter pelo menos 63 cadeiras para manter sua maioria.
Koizumi, que goza de uma popularidade similar à de um astro de rock e um nível de aprovação de 70%, disse que os resultados devem ajudar seus planos para reestruturar a economia do Japão, afetada por 11 anos de dolorosa desaceleração e ameaçada por uma recessão.
O primeiro-ministro advertiu, entretanto, que os efeitos ligados à reforma – como o alto nível de desemprego, por exemplo – provavelmente adiarão uma completa recuperação da moribunda economia do Japão por dois ou três anos.
Os resultados eleitorais revelaram-se uma conquista agradável para os liberal-democratas, que há poucos meses eram liderados pelo impopular primeiro-ministro Yoshiro Mori e esperavam sofrer uma grande derrota na eleição do Senado.
Mas Koizumi chegou ao poder em abril com os ambiciosos planos de acabar com as antigas ‘‘mamatas’’ dos políticos do PLD ao reduzir os gastos públicos, sanear as empresas deficitárias e desmantelar regulamentações que protegem amplos setores da economia.
Ontem pela manhã a rede NHK informou que a coalizão havia obtido 73 cadeiras, mas não divulgou os resultados do opositor Partido Democrático. No entanto, os resultados oficiais ainda não estavam disponíveis.
Os aliados de Koizumi no PLD rapidamente disseram que os resultados eleitorais significavam uma aprovação das mudanças. A oposição, por seu lado, aceitou a derrota, tentando espalhar seu apoio público a Koizumi.
O governo anunciou ontem que 47,2% dos cerca de 102 milhões de eleitores haviam comparecido às urnas até as 19h30 – menos que os 50,8% das eleições para a Câmara Alta em 1998.
No entanto, não está claro se o resultado facilitará o trabalho de Koizumi. Ele enfrenta uma firme oposição da ala conservadora de seu partido e muitos de seus aliados no interior serão afetados por suas reformas.

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