Coalizão diz ter afetado defesa antiaérea
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de março de 2011
France Presse 
Washington - A capacidade de defesa antiaérea líbia foi ''fortemente atingida'' pelos ataques de aviões e mísseis da coalizão, o que permite a instalação ''efetiva'' de uma zona de exclusão aérea sobre o país, como determina a resolução das Nações Unidas, informou ontem um alto oficial do Pentágono. O bombardeio foi iniciado anteontem.
''Os ataques (da coalizão) foram muito eficazes e atingiram fortemente a defesa antiaérea do regime'' de Muamar Kadafi, afirmou o vice-almirante Bill Gortney em entrevista coletiva.
A principal ameaça contra aviões norte-americanos, britânicos, dinamarqueses e franceses é constituída por mísseis terra-ar SA-5, mas ''a capacidade (das forças pro-Kadafi) para lançá-los foi fortemente reduzida''. As forças líbias também não mostram mais sinal de atividade de radar - para detectar os aviões inimigos.
As emissões de radar da defesa antiaérea líbia eram limitadas a zonas em torno de Trípoli e Syrte. Estados Unidos e Grã-Bretanha lançaram 124 mísseis Tomahawk contra as duas regiões no sábado. A destruição da capacidade antiaérea era fundamental para o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, como prevê a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Na mesma entrevista, o almirante Gortney revelou que ''não há indícios de vítimas civis'' nas regiões da Líbia atacadas por aviões e mísseis da coalizão. A TV estatal líbia informou que vários ''objetivos civis'' foram bombardeados em Trípoli, Misrata, Zuara e Benghazi, incluindo um hospital.
O regime de Kadafi anunciou ontem um novo cessar-fogo em resposta ao apelo da União Africana ''pelo fim imediato das hostilidades'', declarou um porta-voz do Exército. Na sexta, Trípoli já havia comunicado um cessar-fogo, mas que não foi cumprido.


