Washington - A emissora CNN decidiu entrar com uma ação contra o presidente americano, Donald Trump, e assessores do republicano para que o repórter Jim Acosta tenha a sua credencial que dá acesso à Casa Branca recuperada. O jornalista perdeu o passe após se envolver em um embate com Trump durante uma entrevista coletiva realizada na última semana. A justificativa foi de que ele teria tocado de forma agressiva uma auxiliar que tentava tirar um microfone de sua mão.

Protocolada na manhã desta terça-feira (13) em uma corte de Washington, a ação alega que os direitos de Acosta e da CNN previstos na primeira e na quinta emendas constitucionais (que tratam da liberdade de expressão e de imprensa e do abuso de poder por parte do Estado, respectivamente) foram violados com a suspensão da credencial.

Além de Trump, também estão na lista de acusados o chefe de gabinete dele, John Kelly, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, o vice-chefe de gabinete para comunicações, Bill Shine, o diretor do Serviço Secreto, Joseph Clancy, e o funcionário do Serviço Secreto que apreendeu a credencial.

Em comunicado, a CNN afirma que "se não forem contestadas, as ações da Casa Branca criariam um perigoso efeito inibidor para qualquer jornalista que cobre nossos representantes eleitos." A associação que representa os jornalistas que cobrem a administração classificou a suspensão da credencial de "inaceitável" e solicitou a reversão imediata da medida, classificada como "frágil e equivocada." Já a ACLU (American Civil Liberties Union) afirmou que "é inaceitável e anti-americano" que um presidente expulse um repórter por fazer o seu trabalho e exigiu que a administração reverta a decisão imediatamente.

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