São Paulo- Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda, volta à cena por meio de uma série de cartas enviadas por correio aos dirigentes da Al Qaeda.
Segundo o site da CNN, o homem mais procurado pelos EUA teria enviado, em fevereiro, várias cartas aos principais dirigentes da rede terrorista ordenando ataques contra os EUA e seus aliados.
De acordo com a CNN, fontes dos serviços secretos dos EUA informaram que as cartas foram enviadas da zona que faz fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão -onde os EUA e o Paquistão sugerem estar Bin Laden.
''(Bin Laden) Enviou cartas a dirigentes-chave da Al Qaeda, líderes locais e chefes de grupos vinculados à rede terrorista ordenando ataques contra os EUA e a seus aliados'', segundo Rohan Gunaratna, autor de ''Inside Al Qaeda - Global Network of Terror' (dentro da Al Qaeda - rede global do terror), da Columbia University Press.
Gunaratna mantém relações estreitas com investigadores norte-americanos que atuam na luta antiterrorista.
Ontem, o presidente de uma comissão de especialistas da ONU que supervisionou a luta contra a rede terrorista islâmica Al Qaeda, declarou que não encontrou nada sobre supostas ligações entre a organização de Osama bin Laden e o Iraque quano o país era presidido por Sadam Hussein.
Chandler disse que a comissão ''não encontrou nada que indicasse a existência de vínculos entre o Iraque e a Al Qaeda''. ''Isso não quer dizer que não existam, mas nós não encontramos'', acrescentou.
As supostas ligações entre a Al Qaeda e o regime de Saddam Hussein foram, assim como a suposta posse de armas de destruição em massa por Bagdá, uma das principais justificativas do presidente americano, George W. Bush, para iniciar a guerra contra o Iraque em março passado.
Em um relatório da ONU divulgado ontem, a comissão afirma que a rede Al Qaeda ''continua constituindo uma ameaça significativa contra a paz e a segurança internacional''.
Segundo o documento, elaborado pela comissão de vigilância ativa depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 no Estados Unidos, ''existem indicações de que a Al Qaeda foi capaz de reconstituir seus níveis de apoio''.
A comissão de vigilância, integrada por cinco especialistas internacionais, foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU para garantir a aplicação das medidas adotadas contra a Al Qaeda, especialmente o congelamento dos bens financeiros e a proibição de viagem para seus membros.

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