CNE confirma Maduro como presidente
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Flávia Marreiro<br>Folhapress 
Caracas, Venezuela - A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, proclamou ontem Nicolás Maduro, de 50 anos, como presidente eleito do país e rejeitou a petição do candidato derrotado Henrique Capriles de recontagem manual dos votos.
Na ata de proclamação, Lucena leu os resultados do CNE: Maduro obteve 50,75% dos votos, contra 48,97% de Capriles.
Pesquisas anteriores à eleição indicavam que Maduro, herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, venceria Capriles por 15 a 20 pontos percentuais. Em outubro do ano passado, Capriles perdeu as eleições presidenciais frente a Chávez por 11 pontos percentuais.
A presidente do CNE instou Capriles a buscar as instâncias legais para reclamar dos resultados das urnas, citando que a Venezuela é um Estado de Direito.
"Não serão o acosso, a ameaça ou amedrontamento as vias para conseguir coisas no Poder Eleitoral", disse ela ao opositor.
Na Venezuela, o Supremo Tribunal de Justiça é alinhado ao governo - seus integrantes foram indicados pela maioria chavista da Assembleia Nacional.
A cúpula do CNE, formada por cinco pessoas, também é alinhada ao governo, com exceção de Vicente Díaz, ligado à oposição. Díaz, que defendia a recontagem, não participou da proclamação de Maduro.
Enquanto a cerimônia ocorria, moradores do leste rico de Caracas, uma base antichavista, promoviam um panelaço.
Segundo as agências de notícias, milhares de estudantes entraram em confronto em Caracas com a Guarda Nacional, que disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes. Os estudantes atiraram pedras e pedaços de concreto contra a polícia.


