Clinton visita Índia, Paquistão e Bangladesh France PresseBill Clinton quer reafirmar a diplomacia americana com os três países France Presse De Washington O presidente dos Estados Unidos Bill Clinton faz neste fim de semana uma delicada visita pela Índia, Bangladesh e Paquistão e, entre seus objetivos, está o de reafirmar a diplomacia americana em uma região que os Estados Unidos consideram ‘‘o mais perigoso barril de pólvora do mundo’’. Clinton pretende reduzir a tensão nuclear entre Índia e Paquistão e estabelecer relações cordiais com a Índia depois de três décadas de desconfiança mútua. Clinton hesitou muito antes de incluir o Paquistão no roteiro. O presidente temia irritar os indianos e até setores do governo americano, que poderiam interpretar a visita como apoio ao regime militar do general Pervez Musharraf, no poder desde o golpe de outubro passado. Mas os americanos interpretaram que a visita a Islamabad era essencial para diminuir a tensão que existe entre o Paquistão e a Índia por causa de Caxemira. No Paquistão, Clinton pretende abordar os temas do terrorismo e do retorno à democracia. O presidente americano avisou que sua próxima visita ‘‘não será uma aprovação do golpe de Estado militar’’. Quanto à Índia, a visita epresenta uma virada para os americanos, tradicionalmente aliados do Paquistão. A visita será a primeira de um presidente americano desde a de Jimmy Carter há 22 anos. Na opinião do embaixador americano na Índia, Frank Wisner, ‘‘uma nova geração se instala no poder e é a hora de definir uma nova visão. A Índia vai ser um elemento tão importante para o futuro da Ásia e das relações americanas quanto hoje é a China’’. Clinton deve ser inflexível na defesa dos princípios da diplomacia americana: respeito à democracia, desenvolvimento econômico, não-proliferação nuclear, abertura do comércio e solução das crises diplomáticas. Índia e Paquistão resistiram às pressões americanas e se recusaram a adotar o Tratado para a Proibição Completa de Testes Nucleares. Mas como o próprio Congresso americano também recusou o tratado Clinton fica em posição precária para pressionar outros países.

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