O presidente Bill Clinton concluiu, após quase 5 horas e meia, seu depoimento ante o grande júri sobre o escândalo Monica Lewinsky, e reconheceu ter mantido uma ‘‘relação imprópria’’ com a ex-estagiária, segundo as televisões norte-americanas. As redes de TV norte-americanas afirmaram várias vezes que Clinton reconheceu em seu depoimento ter mantido uma ‘‘relação imprópria’’ com Lewinsky, tendo adiantado ainda que planeja desculpar-se publicamente com o povo norte-americano, o que poderia fazer em fala à nação que pretendia realizar ainda na noite de ontem.
O depoimento sob juramento de Clinton terminou às 18h25 locais, informou porta-voz da presidência americana.
Nada transcendeu até agora das perguntas que o presidente precisou responder, e que se supõem esmiuçaram detalhadamente sua vida sexual.
Os 23 jurados populares do grande júri federal (tribunal de acusação) assistiram ao depoimento do presidente Bill Clinton no caso Lewinsky através de um circuito fechado de televisão cuidadosamente protegido. Para evitar o risco de a transmissão ser captada por satélites, foi extendido um cabo de fibra óptica desde a Casa Branca ao Tribunal.
Os jurados saíram de sua sala habitual do terceiro andar do prédio da corte e levados ao segundo andar, onde foram instalados os aparelhos de televisão para a transmissão do depoimento.
Os jurados não puderam intervir diretamente, mas estavam autorizados a fazer perguntas indiretamente, por telefone, ao presidente.
Somente poucos jornalistas foram credenciados. Para evitar qualquer escuta do depoimento de Clinton, um rádio portátil foi instalado no corredor por um fiscal, para que encobrisse possíveis fragmentos da declaração de Clinton.
Legalmente, nada do que foi dito pelo presidente pode ser transmitido fora do tribunal e os jurados são obrigados a manter sigilo. As poucas informações dadas - inclusive a eventual admissão de que ele teria tido um certo tipo de relação com a ex-estagiária - não têm qualquer confirmação oficial.
Clinton deu um depoimento ‘‘fidedigno’’ sobre o teor de suas relações com a ex-estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, disse o advogado David Kendall.

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