Clinton tenta acordo com o Congresso
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de setembro de 1998
Philippe Debeusscher France Press 
A Casa Branca redobrou ontem seus esforços para encontrar um acordo razoável que permita ao presidente Bill Clinton sair sem muitos arranhões do caso Lewinsky, mas continua enfrentando a oposição dos chefes republicanos no Congresso. Ainda há muitas discussões, reconheceu o porta-voz da Casa Branca, Michael McCurry, que admitiu que estas discussões não podiam avançar muito no momento devido à atitude da maioria republicana no Legislativo. É preocupante para a Casa Branca ver que as pessoas que realmente querem encontrar uma solução para este caso parecem impedidas por aqueles que querem adiá-la, destacou McCurry, em alusão ao presidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich.
No início da manhã, o líder republicano havia se reunido com os respresentantes democratas da Câmara para encontrar um compromisso, mas não chegaram a nenhum acordo.
Vários parlamentares democratas sugeriram à comissão judicial da Câmara que imponha a Clinton uma severa repreensão e uma multa de 4,4 milhões de dólares, valor equivalente ao gasto pela investigação do promotor especial Kenneth Starr no caso Lewinsky.
Clinton foi, ontem, pela primeira vez depois de dois meses, ao Capitólio a fim de entregar a medalha de Ouro do Congresso ao presidente da África do Sul, Nelson Mandela. No dia anterior, durante uma cerimônia na Casa Branca, Mandela teria dado seu apoio ao presidente dos EUA, em um discurso que quase levou Clinton às lágrimas. Quero deixar claro que o presidente Clinton é um amigo da África do Sul e da África, disse Mandela.


