O presidente dos EUA, Bill Clinton, chegou ontem ao aeroporto internacional de Gaza, procedente de Jerusalém, dando início a uma visita histórica, a primeira de um presidente norte-americano em exercício aos territórios autônomos palestinos. O helicóptero da Marinha dos EUA com a família Clinton, escoltado por vários outros helicópteros, aterrissou em Gaza às 10h30 (local). Também fazem parte da comitiva a secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright e uma equipe de negociadores.
Bill e Hillary Clinton foram recebidos pelo presidente palestino Yasser Arafat e sua esposa Suha, para depois passar em revista uma guarda de honra palestina. O casal foi cumprimentado pelos ministros do gabinete palestino e autoridades islâmicas. Depois, Clinton e Arafat se dirigiram ao centro da cidade, onde se reuniram em um almoço.
As ruas de Gaza estavam enfeitadas com várias bandeiras norte-americanas e palestinas, incluindo algumas que cobriam até a metade de edifícios altos.
Cláusulas modificadas O presidente da Autoridade Nacional Palestina Yasser Arafat abriu ontem, na presença do presidente norte-americano, Bill Clinton, a decisiva sessão do Conselho Nacional Palestino em que seus membros ratificaram a anulação das cláusulas da Constituição palestina contra o Estado de Israel.
Ao final de um discurso de Arafat, os membros do CNP se levantaram de seus assentos e ergueram as mãos em sinal de aprovação à anulação. Antes, Arafat havia pedido que os membros do Conselho mostrassem com clareza seu apoio ao processo de paz e à anulação das cláusulas que conclamam à destruição de Israel. O voto foi unânime.
O presidente norte-americano, acompanhado da mulher Hillary e da filha Chelsea também se dirigiu aos membros do conselho no início da sessão. ‘‘Hoje é um dia marcante. Estou profundamente honrado de ser o primeiro presidente dos Estados Unidos a se dirigir ao povo palestino em uma cidade administrada por palestinos’’, disse Clinton, no começo de seu discurso. Ele agradeceu a votação do Conselho e ressaltou que as mãos levantadas dos membros dos órgãos em sinal de aprovação ao pedido de Arafat não tocariam apenas o governo israelense mas também o coração dos israelenses.
O acordo de Wye Plantation, firmado por Israel e pela ANP prevê que o Conselho Nacional Palestino ratifique a anulação das cláusulas da carta que negam o direito de existência de Israel.
Israel aceita Israel considerou, ontem, suficiente o voto do Conselho Nacional Palestino a favor da revogação dos artigos da Carta da OLP que pregavam a destruição do Estado judeu. Porta-voz do governo do premier Benjamin Netanyahu anunciou a decisão logo após a televisão israelense ter transmitido as imagens de os membros do CNP levantando-se de seus assentos e de mãos erguidas aprovarem as cláusulas anti-Israel da Constituição palestina.
Israel exigia que o CNP realizasse uma votação formal apesar de o acordo não ter especificado de que maneira deveria ser feita essa ratificação pelo Conselho.
O porta-voz de Netanyahu anunciou que o gabinete israelense analisou em uma sessão especial na tarde de ontem a realização de uma reunião entre o premier, o presidente palestino Yasser Arafat e o presidente norte-americano Bill Clinton, proposta pelo último. A reunião será realizada hoje.

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