Clinton sobrevoa a área atingida pela inundação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de abril de 1997
France Presse 
France PresseSobrevôoEm helicóptero o presidente Bill Clinton avalia a magnitude da enchenteGRAND FORKS, EUA - O presidente norte-americano Bill Clinton visitou ontem a região de Grand Forks (Dakota do Norte), devastada pelas inundações, que causaram a cheia do Red River, esperando-se que anuncie uma ajuda federal para os milhares de pessoas que tiveram que deixar as suas casas.
Vou ver os danos causados pelas inundações e anunciar a ajuda ao país, disse Clinton antes de sair da Casa Branca.
Em muitos sentidos, esta situação na Dakota do Norte não tem praticamente precedentes (...) Acho que se trata do percentual mais elevado de pessoas atingidas por este tipo de acontecimento em um Estado, continuou.
Clinton sobrevoou, a bordo de um helicóptero, Grand Forks, submersa quase por completo, o que a tornou uma cidade fantasma: seus 51 mil habitantes tiveram que deixar as casas para trás devido à enxurrada.
Os governadores de Minessota, Anne Carlson, e da Dakota do Norte, Ed Schaefer, esperam que o Presidente anuncie uma ajuda federal que cubra 90% dos danos, algo mais que os 75% que o governo normalmente concede neste tipo de catástrofe. No dia 7, Bill Clinton declarou toda a região em estado de calamidade.
O nível do rio chegou a atingir 16,4 metros, oito a mais que seu limite máximo e, aparentemente, permanecerá cheio por pelo menos mais uma semana.
Milhares de hectares de terras de cultivo ficaram inundados, impedindo aos agricultores plantar cereais.
A maioria dos cerca de 60 mil moradores de Grand Forks e da cidade vizinha de East Grand Forks, situada em Minnesota, teve que fugir e instalar-se em abrigos. Os poucos que permaneceram em suas casas não têm água potável, eletricidade ou telefone.
É pior do que se imaginava, desabafou o prefeito de East Grand Forks, Lynn Strauss.
Eu atravessei uma parte de nossa cidade na qual 600 casas ficaram inundadas: algumas estão completamente submersas, outras têm apenas os telhados à vista, contou.
As duas cidades continuarão desabitadas durante as próximas duas semanas. As perdas estão estimadas em um bilhão de dólares e cerca de 200 mil cabeças de gado morreram com a cheia.


