William Jefferson Clinton, presidente reeleito dos Estados Unidos nas eleições de 5 de novembro de 1996, acrescentou em 20 de janeiro seu nome à seleta galeria dos 13 presidentes americanos, de um total de 42, que obtiveram um segundo mandato. Em seu discurso de posse, Clinton pediu a união do povo americano e a colaboração dos oposicionistas republicanos, que formam a maioria no Congresso.
O primeiro mandato do democrata Clinton marcou o fim de 12 anos de domínio republicano na Casa Branca. Mas sua administração se afundou em indecisões e em escândalos (como o caso Whitewater, transações imobiliárias irregulares em Little Rock; e o financiamento de campanha e o processo por assédio sexual que é movido por uma ex-auxiliar, Paula Jones). Mesmo a reeleição não liquidou os processos que ainda podem complicar sua vida pública.
Fujimori No plano internacional, o destaque foi para o presidente Alberto Fujimori, do Peru, que entrou 1997 em situação delicada: no dia 17 de dezembro de 96, um comando guerrilheiro tomou a residência do embaixador do Japão, em Lima, durante a festa de aniversário do Imperador do Japão, e fez quase 700 reféns.
Ao longo dos meses, os guerrilheiros do MRTA libertaram boa parte dos prisioneiros, mas mantiveram o Peru em suspenso, com uma série de exigências. Pressionado principalmente pelo Japão, o presidente peruano negociou com os guerrilheiros por cerca de 4 meses. Mas, a 22 de abril, adotou a solução que idealizara desde o começo: com uma ação rápida, forças do Exército invadiram a residência, libertaram os reféns e mataram todos os guerrilheiros.
Mobutu Na África, após uma sangrenta rebelião, caiu um dos mais antigos ditadores do continente: o general Mobutu. Doente, sem forças e sem apoio, abandonou o país e se refugiou no Marracos. Pouco depois da fuga, Mobutu acabou morrendo.
Saddam Ao longo do ano, e especialmente nos últimos meses, o Iraque voltou a afrontar as Nações Unidas, proibindo a ação dos fiscais incumbidos de verificar a destruição das armas químicas e biológicas do país, no quadro das sanções impostas ao Iraque devido à invasão do Kuwait. Saddam Hussein parece continuar firme, mas além da pressão da ONU enfrenta, também, a oposição dos países árabes do Golfo que, em apelo formulado neste final de mês, insistiram em que seu governo aceite todas as imposições da ONU para acabar com as sanções impostas desde a Guerra.

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