France PressConstruçãoPalestinos constroem casa em região que Israel pretende manterO presidente Bill Clinton tentará convencer, esta semana, os líderes israelense e palestino a aplicarem seus compromissos para evitar a derrubada do processo de paz no Oriente Médio, mas a Casa Branca admitiu que não alimenta grandes esperanças a esse respeito. Clinton receberá amanhã o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e na quinta-feira o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
A intransigência do Estado hebreu por um lado e as advertências palestinas sobre os riscos de uma nova explosão da violência nos territórios ocupados por outro, provocaram o clima de tensão que reina atualmente entre os dois mandatários.
O anúncio-surpresa do Governo israelense na quarta-feira - pouco antes da chegada de Netanyahu a Washington - de que pensava continuar controlando a maior parte da Cisjordânia (ao redor de 60%), caiu como um balde de água fria na Casa Branca. O porta-voz de Clinton, Michael McCurry, nem mesmo se incomodou em dissimular o pessimismo governamental.
Promessa de Netanyahu O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu ontem que não chegará a Washington com as ‘‘mãos vazias’’ para sua reunião com o presidente Bill Clinton, embora seu governo tenha voltado a se negar a fixar a amplidão da retirada militar israelense na Cisjordânia.
O governo isaraelense, que se reúne aos domingos, se negou a concretizar a extrensão da retirada militar da Cisjordânia, embora os Estados Unidos reinvindiquem há meses uma retirada ‘‘significativa’’.
Netanyahu reiterou que Israel estava de fato ‘‘disposto a se retirar de alguns territórios’’, mas que os palestinos tinham primeiro que ‘‘cumprir com as promessas que fizeram a nós e aos Estados Unidos (...) nos acordos de Hebron’’ de janeiro de 1997, sobretudo no que diz respeito à modificação do documento de fundação da OLP e à luta contra o terrorismo.
Israel quer que os palestinos ‘‘respeitem por um certo período’’ seus compromissos antes de proceder à retirada.
‘‘A amplidão da retirada é algo que tenho a intenção de discutir com o presidente Clinton’’, concluiu.

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