O presidente americano, Bill Clinton, encerrou ontem sua quinta visita oficial a Moscou em sete anos e meio, após conseguir resultados fracos e com poucas possibilidades de terminar seu mandato com um novo grande acordo estratégico com a Rússia.
Antes de deixar a capital russa com destino a Kiev (capital da Ucrânia – última etapa do seu giro europeu), Clinton fez um discurso para os deputados na Duma (câmara baixa russa).
O presidente americano encorajou os parlamentares russos a transformar seu país em uma democracia moderna e garantiu a eles que os Estados Unidos ‘‘desejam uma Rússia forte’’, para enfrentar os novos desafios do século 21. ‘‘Um Estado forte deveria, antes de tudo, empregar sua força na garantia do Estado de direito, proteger os fracos dos poderosos, defender as liberdades democráticas e oferecer a todos a oportunidade de desenvolver suas capacidades pessoais’’, afirmou.
O presidente americano quis tranquilizar os deputados russos ao assegurar que o sistema nacional de defesa antimíssil (NMD) proposto por Washington tem como objetivo a defesa contra a nova ameaça nuclear que representam certos Estados e organizações terroristas e impedir ‘‘que as armas nucleares ou outros tipos de armas de destruição caiam em mãos perigosas, ameaçando’’ os dois países.
Clinton também reafirmou sua postura sobre o conflito na Chechênia, após dizer que a Rússia ‘‘estava em seu direito de combater o terrorismo’’, mas que apenas conseguiria a paz na república com uma ‘‘solução política’’.
Do lado de fora da Duma, 50 manifestantes comunistas protestavam contra a visita de Clinton, erguendo bandeiras soviéticas e agitando cartazes.

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