Advertindo que os terroristas ao redor do mundo estão buscando novas formas de destruição e podem desfechar uma ofensiva bacteriológica ou química contra os Estados Unidos nos próximos anos, o presidente Bill Clinton anunciou ontem que pedirá ao Congresso US$ 2,8 bilhões para montar um grande esquema de defesa contra ataques lançados por meio de vírus, agentes químicos ou computadores.
‘‘Os inimigos da paz sabem que não nos podem derrotar com meios tradicionais’’, afirmou Clinton na Academia Nacional de Ciências. ‘‘Se nos prepararmos para defender-nos contra essas ameaças emergentes, mostraremos aos terroristas que eles não conseguirão nada com ataques contra a América, a não ser a própria queda.’’
Clinton ressaltou que o governo precisa acelerar principalmente a pesquisa e o desenvolvimento de defesas contra o terror químico e biológico. ‘‘Estamos fazendo tudo que podemos para tentar impedir que as pessoas que podem usar mal a capacidade química e biológica obtenham tal capacidade’’, assinalou.
‘‘Isso não é motivo para pânico, mas para uma preocupação séria, disciplinada e a longo prazo - e estou totalmente convencido de que temos uma chance de sucesso mais que boa, mas precisamos ser decididos e agressivos.’’
Clinton antecipara sua preocupação numa entrevista publicada ontem pelo jornal ‘‘The New York Times’’. Na entrevista, ele disse que a possibilidade que mais o preocupa é a de um ataque bacteriológico contra os EUA. ‘‘Isso me deixa acordado à noite’’, ressaltou. ‘‘Um ataque químico seria horrível, mas finito.’’

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