Clinton quer fazer a paz até 20 de janeiro
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segunda-feira, 04 de dezembro de 2000
Das agências De Jerusalém 
O ministro da Justiça israelense, Yosi Beilin, afirmou ontem que pode ser possível chegar a um acordo com os palestinos antes do final do mandato do presidente norte-americano Bill Clinton. Existe uma situação histórica específica, pois o presidente norte-americano, o homem mais importante do mundo, está comprometido com a paz. Está disposto a ajudar-nos e tem confiança nas duas partes, acrescentou ele. Em uma reunião com Clinton, que durou cerca de 45 minutos, o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, reiterou sua vontade de buscar, juntamente com os dirigentes palestinos, uma solução global para o conflito no Oriente Médio. Também declarou que Clinton segue disposto a fazer o máximo durante as sete semanas que restam de mandato, incluindo um convite aos dirigentes israelitas e palestinos para uma nova reunião de cúpula, com o objetivo de facilitar o acordo.
Entretanto, o primeiro-ministro israelense afirmou, em comunicado que os norte-americanos não têm um projeto para solucionar a atual crise entre Israel e os palestinos. Os Estados Unidos não têm um projeto que permita solucionar a crise atual com os palestinos, assinalou o texto difundido pela assessoria de Barak ao término da reunião semanal do gabinete.
O primeiro-ministro informou que Israel e Estados Unidos consideram ser necessário reduzir a violência e estudar a possibilidade de um reinício do diálogo com os palestinos, segundo a nota.
Combate à violência Israel cooperará plenamente com uma investigação internacional sobre a violência que já causou quase 300 mortes, a vasta maioria formada por palestinos, informou ontem um assessor do primeiro-ministro israelense Ehud Barak. Gilead Sher, um assessor muito próximo de Barak, disse a uma rádio israelense que a equipe de investigadores seria bem-vinda quando chegasse ao país, o que deverá ocorrer dentro de duas semanas.


