Clinton quer abrir era de excedentes orçamentários
Clinton quer abrir era de
excedentes orçamentários
Isabel Parenthoen
France Presse
A Casa Branca apresentou ontem seu projeto de orçamento para o ano fiscal de 1999, o primeiro em 30 anos com excedentes, que o presidente Bill Clinton que entregar totalmente ao sistema previdenciário. O projeto de orçamento (outubro de 1998 a setembro de 1999) baseia-se num excedente de US$ 9,510 bilhões, uma meta que é alcançada três anos antes do previsto num acordo aprovado em agosto passado com o Congresso de maioria republicana para eliminar o déficit.
A surpreendente boa saúde da economia americana permitiu igualmente reduzir mais rápido que o previsto o déficit orçamentário do ano em curso, a US$ 9,950 bilhões. Este orçamento (de 1999) marca o final de uma era; põe fim a dezenas de anos de déficit que travavam nossa economia e paralisava nossas políticas, disse o presidente.
Temos um orçamento em equilíbrio, tanto para o ano que começou como para tão longe quanto possamos ver, afirmou Clinton, parodiando o diretor de Orçamento de Ronald Reagan, David Stockman, que previu nos anos 80 um déficit crônico de mais de US$ 200 bilhões para tão longe quanto possamos ver. O plano orçamentário para os dez próximos anos prevê excedente sobre excedente: US$ 8,5 bilhões em 2000; US$ 28,200 em 2001; US$ 89,700 em 2002 e até US$ 258,500 bilhões em 2008.
Em 1992, Clinton herdou um déficit recorde, o último votado na administração de George Bush, de US$ 290 bilhões. A Casa Branca quer aproveitar estes recursos para conter a dívida federal. Com um saldo de US$ 3,247 bilhões, a dívida teria ultrapassado em 1993 os 50% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 25% nos anos 70. Segundo as projeções publicadas ontem, esta será levada a 37,7%.





