Clinton promete mais apoio a Guam
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terça-feira, 24 de novembro de 1998
France-Presse 
O presidente Bill Clinton prometeu ontem à população de Guam dar-lhe mais autonomia política e ajuda social para enfrentar os desafios do século XXI.
Clinton, que concluiu um giro de cinco dias na Ásia por uma etapa nesta ilha, que tem estatuto de território norte-americano, anunciou igualmente que vai acelerar a cessão, a autoridades civis de Guam, de vários milhares de hectares de terrenos militares, incluindo uma velha base aeronaval e um estaleiro.
Se a população de Guam deseja outro tipo de estatuto político, a que tem direito, estudaremos esse pedido de maneira séria e razoável, declarou Clinton para milhares de habitantes da ilha, que o aplaudiram. Também acrescentou que pedirá ao Congresso para examinar os meios de conceder maior autonomia política para Guam.
Antiga possessão espanhola convertida em norte-americana em 1998, Guam tem um pouco mais de 150 mil habitantes, constituída por 46% de população autóctone, 26% de imigrantes filipinos e 26% de brancos. A ilha só goza de direitos políticos limitados e sua população atravessa um período de estancamento econômico, que se agravou com a crise asiática.
Ocupada pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial, a ilha foi cenário de ferozes combates que produziram milhares de mortos por ambas as partes, no transcurso da reconquista do Pacífico pelas forças norte-americanas. O presidente Clinton depositou uma coroa de flores no monumento em homenagem às vítimas desses combates.
Presença militar Os Estados Unidos reafirmaram ontem o seu compromisso de manter 100.000 soldados na região Ásia-Pacífico depois de sinais de retrocesso no processo de paz na península coreana e da incerteza gerada pela crise financeira asiática.
Nossa presença militar na Ásia é importante para dissuadir agressões, reduzindo a necessidade de dar uma resposta mais forte e custosa, assinalou o Pentágono numa análise da estratégia norte-americana na região.
A preocupação norte-americana vai mais além, e diz respeito também à negativa de Pyong Yang em garantir aos EUA acesso a uma instalação nuclear subterrânea que Washington crê ter sido construída burlando um acordo de 1994 que significou o congelamento do programa nuclear norte-coreano.
Entretanto, Washington afirma que considera o acordo o melhor meio disponível para limitar as atividades nucleares na Coréia do Norte.


