Clinton pede, e Coreia do Norte perdoa presas
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terça-feira, 04 de agosto de 2009
Folhapress 
São Paulo- Em surpreendente viagem à Coreia do Norte, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton (1993-2001) obteve de Pyongyang na madrugada de ontem (horário local) perdão especial às jornalistas americanas condenadas em junho a 12 anos de trabalhos forçados, informou a agência oficial norte-coreana KCNA.
Euna Lee, 36, e Laura Ling, 32, foram detidas em março na fronteira com a China e, mais tarde, condenadas por entrar ilegalmente na Coreia do Norte e promover atos hostis contra o país. Elas trabalhavam na empresa de mídia fundada pelo ex-vice de Clinton, Al Gore.
O gesto de conciliação sucede uma escalada de tensões entre o regime do ditador Kim Jong-il e o Ocidente, provocada pela realização, pela Coreia do Norte, do segundo teste nuclear da sua história no final de maio.
A detonação do artefato, seguida de uma série de manifestações de hostilidade de Pyongyang em relação aos EUA e aliados regionais, sobretudo Coreia do Sul e Japão, motivou a aprovação de nova resolução na ONU endurecendo sanções.
A libertação das jornalistas foi obtida após o que a imprensa oficial norte-coreana descreveu como exaustivas conversa-ções de Clinton com Kim. O ditador ofereceu ao ex-mandatário americano um jantar ao qual compareceram vários de seus principais auxiliares.
A visita aconteceu apenas semanas após o regime norte-coreano ter chamado a atual secretária de Estado dos EUA e sua mulher, Hillary Clinton, de vulgar e pouco inteligente. A chanceler do governo Barack Obama havia dito que o país asiático comporta-se como criança que quer atenção.
O ex-presidente chegou a Pyongyang pela manhã (local) em avião sem identificação e foi recebido por uma delegação oficial que incluía o vice-chanceler -e principal negociador nuclear- e uma estudante que lhe entregou flores.
A delegação de Clinton deixou o país ontem mesmo, mas sem as jornalistas -cujo retorno aos EUA não teve data informada-, segundo a KCNA. O ex-mandatário é a mais proeminente personalidade americana a ir ao país desde a sua própria secretária de Estado, Madeleine Albright, que estivera em Pyongyang em 2000.


