Associated Press
De Nova York
O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, disse ontem que as Nações Unidas devem assumir um papel mais destacado na prevenção de massacres e deslocamento de pessoas inocentes em conflitos onde quer que eles aconteçam, mas advertiu que a resposta deve ser realista e apropriada.
‘‘Não podemos fazer tudo, em todos os lugares’’, afirmou Clinton na Assembléia Geral. ‘‘Mas apenas porque temos interesses diferentes em diferentes partes do mundo não significa que podemos ser indiferentes à destruição de inocentes em qualquer parte do mundo’’.
Algumas vezes, pressões econômica e política combinadas com diplomacia é a resposta, disse Clinton. Outra vezes, intervenção militar é exigida, em casos como Kosovo, quando a Otan agiu para parar com a repressão sérvia contra albaneses étnicos.
‘‘Quando estamos diante de campanha deliberadamente organizada para matar todo um povo ou expulsá-lo da terra, o cuidado com as vítimas é importante, mas não suficiente’’, afirmou Clinton. ‘‘Devemos trabalhar para acabar com a violência.
Os comentários de Clinton tocaram no mesmo tema explorado por muitos dos oradores do primeiro dia de debates da assembléia anual, que concentrou-se no tema da intervenção humanitária – em Kosovo, Timor Leste e África. Além de Clinton, entre os oradores de ontem estavam o ministro do Exterior da Rússia, Igor Ivanov, e o presidente venezuelano, Hugo Cháves.

mockup