Clinton nega denúncia sobre convites
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
France Presse 
WASHINGTON - O presidente dos EUA, Bill Clinton, disse ontem que os convites para passar uma noite na Casa Branca foram perfeitamente apropriados e nunca se estipulou um preço para quem participa de eventos na sede presidencial.
Clinton deplorou a ideía de violação da lei que proíbe usar a Casa Branca para financiar um partido político e afirmou que todas as pessoas envolvidas na organização de reuniões ou outros eventos na Casa Branca conheciam as regras.
Durante esses eventos não se efetuou qualquer pedido e as ordens eram claras: nenhum favorecimento ou venda de convites , declarou Clinton ao sair de um econtro com o presidente chileno, Eduardo Frei, que está em visita oficial aos Estados Unidos.
Terça-feira, a Casa Branca publicou mais de 500 páginas de documentos previamente transmitidos para os congressistas, mostrando que Clinton tinha aprovado a idéia de convidar os principais colaboradores de seu partido para uma noite na sede da presidência.
Ontem ele disse que estes convites eram perfeitamente apropriados.
Alguns dos que me ajudaram vieram e isto é totalmente apropriado. Não acredito que gente que apóia você em momentos difíceis, que acredita no que você faz, deva ser desqualificada como hóspede do presidente na Casa Branca, disse Clinton.
Entre a documentação publicada pela presidência figura um memorando do diretor financeiro do Comitê Nacional do Partido Democrata, Terry McAullife, propondo ao presidente que convide os colaboradores mais importantes para cafés da manhã, almoços, chás, partidas de golfe ou para seu jogging. McAullife anexou nesta proposta a lista dos dez contribuintes mais destacados.
Sim, faça isso e rápido, teria respondido o presidente por escrito.


