A primeira-dama dos Estados Unidos Hillary Clinton garantiu ontem de manhã aos líderes democratas do Congresso que o marido, o presidente Bill Clinton, não tem nenhuma intenção de pedir demissão do cargo. Hillary Clinton ‘‘disse-nos claramente que o presidente não se demitirᒒ, disse Nita Lowey, democrata eleita por Nova York, em entrevista à rede CNN de TV. A informação é importante não apenas porque houve apelos para que Clinton renunciasse, caso a Câmara aceitasse as denúncias relativas ao impeachment e enviasse o assunto ao Senado, mas porque o ex-presidente Nixon teve decisão ainda mais radical: renunciou antes mesmo que o processo fosse aprovado pela Câmara. Entretanto, Clinton entende que o caso é diferente e tem convicção de que o Senado não aprovará o impeachment. São necessários dois terços dos votos do Senado para afastar o presidente. O Partido Clinton, tem 45 senadores, total suficiente para evitar o impedimento.
O Senado está em recesso e se tiver de votar o impeachment só o fará em janeiro.
Republicano renuncia O líder republicano na Câmara, Bob Livingston, que confessou ter tido uma relação extraconjugal, anunciou ontem a demissão do cargo. Em seguida, pediu ao presidente Bill Clinton que fizesse o mesmo, pelo bem da nação, em meio às vaias da bancada democrata.
Livingston anunciou o afastamento durante um dramático discurso na Câmara, quando começava o segundo e último dia de debates sobre o caso Lewinsky.
Livingston havia admitido quinta-feira passada ter traído a mulher e concordou, ontem, que essa revelação o teria enfraquecido como líder.
Por outro lado, um parlamentar republicano, Tom Campbell, exigiu há pouco a substituição de Bill Clinton pelo vice-presidente Al Gore, invocando a cláusula constitucional de ‘‘incapacidade’’ do presidente, por causa das ‘‘mentiras’’ que fez à nação, sob juramento.

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