O presidente dos Estados Unidos Bill Clinton contra-atacou ontem com energia a maioria republicana do Congresso e disse que o grupo de deputados ignora os interesses do país ao se opor aos projetos legislativos mais importantes da Casa Branca.
Ao comentar o informe anual sobre a pobreza, Clinton disse que este trabalho - que mostra que a pobreza continua baixando de forma gradual nos EUA - confirma o sucesso da política econômica do atual governo.
Sem mencionar o eventual processo de impeachment contra ele por causa do caso Lewinsky, o presidente criticou o Congresso por não avançar, aprovando depressa as propostas econômicas de seu governo.
‘‘Se resolvemos, com boa vontade, colocar o progresso acima dos partidos e o povo acima dos políticos, aí estaremos pensando primeiro no povo americano. Nós acertaríamos logo este orçamento, salvaríamos a previdência social antes de usar de forma errada o superávit atual. Melhoraríamos nossas escolas, limparíamos nosso meio ambiente, aprovaríamos a lei de direitos civis e manteríamos a economia em marcha’’, disse o presidente.
Washington deve ‘‘fazer o que nossos antepassados na América queriam que fosse feito: cuidar de seus assuntos, suas crianças e seu futuro. Isso é o que eu quero fazer e farei todo o possível para executar’’, disse Clinton.
As pesquisas mostram que a população ainda aprova a política econômica do presidente democrata, apesar da sua popularidade pessoal ter caído um pouco.
Câmara escolhe data A Câmara de representantes se pronunciará nos dias 8 e 9 de outubro próximo sobre a possibilidade de abrir oficialmente um processo de impeachment do presidente Bill Clinton, anunciou ontem o presidente da comissão judicial, Henry Hyde.
A câmara votará ‘‘uma resolução que autorize a (Comissão) Judicial a investigar e votar artigos para o impeachment’’ de Clinton, disse Hyde à imprensa. A possibilidade de impeachment surgiu das conclusões do relatório do promotor especial Kenneth Starr sobre o caso Clinton-Lewinsky.

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