Clinton inicia visita de 9 dias à China
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quarta-feira, 24 de junho de 1998
France Presse 
O presidente norte-americano Bill Clinton deixou Washington ontem, com destino à China, onde realizará uma visita oficial de nove dias e se reunirá com o presidente chinês Jiang Zemin. Clinton fará sua primeira escala em Xian e será recebido oficialmente em Pequim hoje, na Praça da Paz Celestial. Depois visitará Xangai, Guilin e Hong Kong.
Primeira visita em 9 anos Esta será a primeira visita de um chefe de Estado norte-americano à China, em nove anos, e Clinton deverá se esforçar em estabilizar as relações entre os dois países, pondo fim a 26 anos de altos e baixos.
A histórica visita do presidente Nixon em 1972 quebrou o gelo entre os dois gigantes, conduzindo ao estabelecimento de relações diplomáticas sete anos mais tarde. Mas a ausência de diálogo sobre as questões principais nos anos seguintes impediu que as relações se desenvolvessem satisfatoriamente, estimou recentemente o embaixador dos Estados Unidos em Pequim, James Sasser.
Antes de junho de 1989 as relações sino-norte-americanas se baseavam sobretudo numa aliança contra a URSS, e os problemas potenciais entre os dois países eram ignorados simples e claramente, disse. Mas a repressão das manifestações democráticas da Primavera de 1989 pôs em primeiro plano todos estes problemas subjacentes, dando-lhes uma magnitude enorme, analisou.
Pequim e Washington não souberam cimentar de novo suas relações após o fim da guerra fria e o desmoronamento da União Soviética, que os deixou sem inimigo comum em 1991.
A visita de Bill Clinton é a primeira de um presidente norte-americano desde a efetuada por George Bush em fevereiro de 1989, poucos meses antes da sangrenta repressão de 4 de junho, que conduziu a oito anos de relações glaciais entre Pequim e Washington. A situação a ponto de degenerar num confronto armado no início de 1996, quando a China lançou mísseis perto das costas taiwanesas. Washington enviou dois porta-aviões à região para acalmar o impulso militar chinês. Os dirigentes chineses estavam furiosos pela visita do presidente de Taiwan, Lee Teng Hui aos Estados Unidos, em agosto de 1995, porque viam nela um apoio norte-americano à independência da ilha e uma violação dos compromissos de Washington.


