Clinton homenageia vítimas de atentado
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quinta-feira, 13 de agosto de 1998
Reuters 
Com lágrimas escorrendo por sua face, o presidente norte-americano Bill Clinton recebeu, ontem, na Base Aérea da Força Aérea, em Andrews, nas proximidades de Washington, os corpos de 10 dos 12 americanos mortos em Nairóbi, no atentado realizado sexta-feira da semana passada. Uma guarda de honra retirou os caixões cobertos com a bandeira americana de um avião de carga que trouxe os corpos da Alemanha e os colocou em carros funerários perfilados no hangar.
Toda pessoa aqui hoje rezaria para não estar aqui, mas não poderíamos estar em qualquer outro lugar, disse Clinton às famílias, amigos e colegas das vítimas. Viemos para honrar 12 orgulhosos filhos e filhas que pereceram a meio mundo de distância, mas que nunca deixaram a América para trás.
O corpo de uma das vítimas americanas foi trazido mais cedo a pedido da família e outro está sendo enterrado no Quênia.
Também lembramos hoje os quenianos e tanzanianos que sofreram uma grande perda, disse Clinton, prometendo punir os responsáveis pelos ataques.
Nenhuma reivindicação confiável foi feita até agora pelas duas explosões.
Dezoito meses antes do ataque contra a Embaixada dos EUA em Nairóbi, a embaixadora Prudence Bushnell havia solicitado duas vezes a construção de uma nova sede ou o reforço das medidas de segurança do edifício por causa de sua vulnerabilidade. O Departamento de Estado não os atendeu por falta de fundos e porque na lista de prioridades estavam outras sedes diplomáticas, reconheceu ontem o subsecretário Thomas Pickering.
O presidente Bill Clinton reuniu-se ontem com seus assessores e pediu um informe sobre os pontos vulneráveis das embaixadas americanas em todo o mundo.
Também ontem, o Hotel Hilton de Nairóbi, foi esvaziado por causa de uma falsa ameaça de bomba. O hotel está localizado a 300 metros da representação americana.
A polícia queniana e agentes do FBI afirmaram ontem que estavam interrogando cinco pessoas em relação com o atentado à bomba contra a embaixada dos EUA em Nairóbi. Notícias das prisões e da descoberta de possíveis evidências vitais surgiram com o início de uma investigação internacional da explosão de 7 de agosto que matou pelo menos 247 pessoas e feriu cerca de 5.000.
Agentes do FBI (polícia federal americana) também estavam vasculhando o local da explosão quase simultânea na missão dos EUA na vizinha Tanzânia, na qual morreram 10 pessoas.
Temos um total de cinco suspeitos, afirmou Peter Mbuvi, do Departamento de Investigação Criminal do Quênia, numa entrevista coletiva conjunta com o FBI.
Mbuvi disse que ainda não estava decidido se seriam apresentadas acusações contra os detidos. Ele negou-se a revelar seus nomes ou nacionalidades.
Mas uma alta fonte governamental afirmou que o caso ainda vai longe.


