Clinton exorta tropas americanas a atacar sem piedade
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
ANSA 
O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, chegou ontem à Europa para visitar o comando da Otan em Bruxelas e as bases americanas na Alemanha, onde exortou os soldados a não ter piedade alguma para com o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic.
Depois de uma rápida visita à sede da aliança, onde recebeu detalhes da campanha militar da Otan na Iugoslávia, Clinton seguiu para as bases de Spangdahlem e Ramstein, na Alemanha, a fim de animar as tropas lá estacionadas.
Lutamos contra as atrocidades em Kosovo e os ataques da Otan na Iugoslávia serão intensificados sem piedade até que alcancem os objetivos estabelecidos e enquanto Milosevic não ceder, disse Clinton perante as tropas americanas num candente discurso patriótico que provocou grandes ovações entre os presentes.
O presidente americano rendeu homenagens aos pilotos mortos durante o acidente de um helicóptero Apache na Albânia. Perdemos dois valentes americanos. Rezemos com suas famílias, pediu.
Clinton, que deixava transparecer bom humor e cujas palavras deixavam transparecer emoção, agradeceu aos soldados destacados nas bases alemãs pelo esforço que realizam nos Bálcãs.
Os 5.000 soldados de Spangdahlem e suas famílias reagiram com júbilo quando foi tocado o hino nacional americano e um mar de bandeiras nacionais foi lançado ao ar. Estão longe de nossa costa mas perto de nosso coração. Obrigado a todos e a suas famílias, acrescentou Clinton.
Em tom patriótico, o presidente não economizou ataques contra Milosevic e definiu como intolerável a situação atual em Kosovo. Segundo Clinton, a ação da Otan não é uma guerra de conquista, mas sim uma luta pela defesa dos princípios de humanidade que unem a comunidade internacional.
Clinton disse que nos últimos dois meses os sérvios deportaram 1,5 milhão dos 1,8 milhão de albaneses que viviam em Kosovo, o equivalente a toda a população do estado de Nebraska e, segundo ele, uma afronta a tudo aquilo pelo que lutamos. Clinton transferiu-se depois para a base de Ramstein, onde conversou com os três soldados americanos capturados pelos sérvios e que Belgrado libertou no domingo. Estamos felizes por tê-los aqui de novo, disse-lhes o presidente.


