Clinton exige maior segurança nas usinas
Gretchen Cook
France Presse
De Washington
O presidente Bill Clinton disse ontem que ordenou uma revisão da segurança nas centrais nucleares, depois do pior acidente nuclear já sofrido pelo Japão, e exigiu uma maior informação pública sobre segurança nuclear.
Perguntado sobre se é possível que nos Estados Unidos aconteçam um acidente semelhante ao desta semana numa usina processadora de urânio situada ao norte de Tóquio, Clinton disse: Ordenei aos peritos para que trabalhem no sentido de evitar essa possibilidade.
Acredito que devemos informar a todos sobre o que aconteceu no Japão, analisar nossos sistemas e nos assegurarmos de que tomamos as medidas necessárias para nos protegermos, disse.
Clinton acrescentou que foi informado que há 30 anos nos Estados Unidos aconteceu um acidente semelhante ao do Japão, mas que agora os peritos têm muita confiança em que não ocorrerá outra vez.
Mas acredito que quando acontece algo assim, nos damos conta de que não vivemos num mundo perfeito, e que temos que continuar trabalhando nisso. Por isso mesmo, pedi que fossem feitos todos os controles de segurança, frisou.
Clinton falou aos jornalistas na Casa Branca depois de um telefonema para o primeiro-ministro japonês, Keizo Obuchi, que lhe assegurou que a situação depois do acidente estava sob controle.
Clinton disse que os Estados Unidos estavam fornecendo ao Japão informações sobre o assunto e tinham oferecido assistência de peritos no controle atmosférico e de outras áreas.
O Japão tem sido nosso amigo e aliado, e estamos dispostos a enfrentar esta situação e prevenir futuros acidentes, disse Clinton na Casa Branca.
Num comunicado emitido quinta-feira desde a Rússia, o secretário de energia Bill Richardson disse que os Estados Unidos tem experiência em várias áreas que podem ser úteis para o Japão no manejo do acidente, entre os quais saúde radiológica, controle atmosférico, periculosidade e uso de robôs para limpeza de áreas radioativas.





